Petrobras adia reajuste do diesel, mas diz que seguirá com reajuste de preços

O atual ministro Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, deixou claro no dia 16 de abril de 2019 que o Governo Federal não irá interferir na política de preços estabelecida pela Petrobras. Após ser questionado se haveria algum tipo de alteração partindo do governo para baixar o preço do diesel, o ministro não hesitou em responder: “não haverá nenhuma alteração”.

As notícias sobre as declarações mais recentes de Bento Albuquerque estão ligadas aos rumores de greve dos caminhoneiros que têm se espalhado pelas mídias sociais em abril deste ano. Com o aumento constante do preço do diesel devido a política de ajuste de preços da Petrobras, os rumores já preocupam diversos comerciantes.

“Ocorreu um erro gravíssimo de comunicação na hora de apresentarem esse índice de 5,7%. Percebendo que o atual Presidente da República não está informado sobre essa decisão de reajuste, os devidos esclarecimentos já foram feitos”, explica Albuquerque. Neste caso, o ministro está se referindo ao percentual de reajuste previsto no preço médio do diesel, motivo de rumores que afetaram a cotação do dólar e o otimismo dos investidores no dia 16 de abril deste ano.

A estatal informou em nota que ainda que ocorram adiamentos com os reajustes que virão, a empresa não irá mudar sua política de reajuste de preços que segue alinhada de forma PPI (Preço Paridade Internacional). Esse modelo de política significa que o preço dos combustíveis vendidos nas refinarias da estatal deve passar por reajustes constantes com intervalos mínimos de 15 dias. O preço do combustível comercializado diretamente nas refinarias da Petrobras atinge cerca de 54% do reajuste que chega nas bombas para o consumidor final.

Em contrapartida, o atual governo percebeu a necessidade de conter uma nova greve e passou a flexibilizar a linha de crédito para os caminhoneiros autônomos. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) irá fomentar R$ 500 milhões em crédito para o caminhoneiro poder adquirir um caminhão novo, peças e troca de pneus com mais flexibilidade. Isso terá um impacto positivo na economia familiar de muitos caminhoneiros, mas a pergunta é: será que a médio e longo prazo isso será o suficiente para conter a necessidade de preços mais condizentes com a realidade do consumidor brasileiro?

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *