O Museu Nacional e o sumiço da história da humanidade

O Museu Nacional, localizado na Quinta Boa Vista, no Rio de Janeiro, sob comando da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), completou em 2018 dois séculos de existência, podendo parecer até como uma previsão, logo depois de alguns meses o mesmo estava fadado a destruição, já que ocorreu um gravíssimo acidente, resultando na incineração do mesmo e perdendo patrimônio em mais de 20 milhões de itens, de acordo com notícias do Jornal Nacional, de uma cervo que reunião parte da descrição histórica, científica, cultural e social de várias civilização e animais pré-históricos, que se encontram no imaginário de quem pôde ter acesso, em matérias na internet e livros, de modo que as futuras gerações se quiserem ter acesso a tais coleções, apenas a chance de alcança-las mediante a conteúdo áudio – visual ou impresso, pois os artefatos e itens originais foram praticamente todos perdidos em chamas.

O Museu Nacional é a marca da introdução da pesquisa científica no Brasil, local que foi moradia da Família Real, lar de Dom João VI, vindo de Portugal. Um lugar que representou o início da Justiça Brasileira, com a Assinatura da Constituição Nacional em pleno pátio do antigo Museu. O Museu além de ter sido um ambiente com um cenário histórico gigantesco de convivência do Império ainda como lar residencial, foi um Centro em que havia acervos de Paleontologia, com o esqueleto do primeiro dinossauro encontrado no Brasil, mais especificamente em Minas Gerais. Havia o meteorito de Bendegó, com um período de existência de mais de 4 bilhões de anos (graças a sua estrutura cristalina e propriedades físico-químicas, nada sofreu com o incêndio, um dos poucos itens que “sobreviveram”). As múmias que já haviam sendo colecionadas, que eram de D. Pedro I foram todas perdidas, o fóssil de “Luzia” como era chamada a primeira ossada craniana de um ser humano em território brasileiro, estipulada com idade média de 11000 anos, e impossível se esquecer um dos acervos mais importantes, que era toda a coleção indígena, com obras que traduziam a cultura e itens originais utilizados e manejados durante os rituais da tribos em solo brasileiro.

 

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