Economia: O que significa o fim do bônus demográfico

De acordo com o pesquisador Rogério Nagamine, coordenador de Previdência do IPEA ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) a população de idosos (acima de 65 anos) vai crescer em média, anualmente, cerca de 2,7% até 2060. Ainda segundo ele, a população economicamente ativa, que são as pessoas na faixa de 15 a 64 anos já está encolhendo, antecipando o fim do bônus demográfico ainda em 2018. Mas o que significa bônus demográfico?

Basicamente é uma participação da população jovem em idade de trabalhar e produzir riquezas, o que é uma grande vantagem econômica para um país. De acordo com levantamento feito pelo IBGE e divulgado em Julho/2018, o aumento da população de idosos vai crescer em um ritmo bem superior ao esperado, o que antecipou o fim do do bônus demográfico em 5 anos. A expectativa era que ele chegasse ao fim em 2023.

Isso significa que haverá uma diferença menor que atual entre as pessoas trabalhando, consumindo, pagando impostos que geram receita para o país e em especial para a Previdência, e os aposentados, que recebem os recursos previdenciários. Este é o ponto nevrálgico do estudo apresentado por Rogério Nagamine: a necessidade urgente de uma reforma na Previdência que estabeleça idade mínima para aposentadoria. Com o aumento de idosos, os gastos com Previdência crescerão. O modelo ideal em um sistema previdenciário é uma pirâmide e a base mais ampla é constituída pelos jovens, economicamente ativos, que recolhem mais e demorarão um tempo maior para utilizar os recursos previdenciários.

Esta discussão não é exclusiva do Brasil. Boa parte dos países europeus e os Estados Unidos estudam alterações no sistema previdenciário, entre elas a adoção de idade mínima maior para as aposentadorias. A crise política que assola a Nicarágua teve início depois da aprovação de uma proposta de reforma do Instituto Nicaraguense de Seguridade Social, que passaria a cobrar 5% de imposto nas aposentadorias.

Além das discussões sobre a reforma na Previdência Social, o fim do bônus demográfico indica o envelhecimento da população e uma perspectiva de vida maior. Este crescimento também representa um desafio para a indústria, na criação de produtos e bens de consumo que melhorem a qualidade de vida destas pessoas como também no desenvolvimento de serviços específicos para a melhor idade.Neste desafio, há também boas oportunidades em um mercado em crescimento.

Liberação do saque das cotas do PIS causa procura recorde pelo benefício

Liberado para trabalhadores com idade acima de 57 anos, o saque das chamadas “cotas do Pis” foi responsável por uma corrida histórica pelo benefício. Já no primeiro dia houve o registro de um total de 144.409 pessoas que sacaram juntas mais de R$ 196 milhões.

Segundo informações veiculadas pela seção Economia do Portal Terra, no dia 18 de junho de 2018 houve procura recorde, levando-se em consideração que em setembro de 2017 ocorreu o início de tais pagamentos.

O benefício recebe denominações diferentes de acordo com a forma de emprego do cotista. Assim sendo, funcionários públicos que se encaixavam no programa puderam sacar o montante devido através do PASEP, por intermédio do Banco do Brasil. Os demais cotistas, por sua vez, efetuaram os saques na Caixa Econômica Federal em decorrência do PIS.

A recente liberação do benefício para cotistas com idade inferior a 60 anos foi a responsável pelo aumento do interesse pelos saques. Anunciada em junho de 2018, a permissão que estende o direito a um número maior de pessoas tem sido bem recebida por muitos trabalhadores.

Quem optar por aguardar mais tempo para efetuação do saque poderá se beneficiar, já que o benefício costuma sofrer aumento nos meses de julho de cada ano. Para se ter ideia, em 2017 houve reajuste de 8%, algo que pode gerar um montante expressivo para alguns cotistas.

O programa de pagamento das cotas do PIS teve início obedecendo-se o critério de idade a partir de 70 anos para aposentados. Com o passar do tempo, contudo, houve uma flexibilização e o benefício passou a contemplar um número maior de pessoas.

Tal iniciativa promete ser novamente estendida. Para o mês de setembro de 2018 espera-se que todos os cotistas possam receber os valores creditados sem que haja a necessidade de preenchimento de outros requisitos.

Mesmo com o resgate aproximado de R$ 5 bilhões, estimativas do governo dão conta de que muito ainda resta para ser sacado. Presume-se que no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal haverá a disponibilização de R$ 34,3 bilhões. Dessa maneira, juntas as instituições pagadoras esperam atender mais de 28 milhões de pessoas.

 

Saiba mais:

https://www.terra.com.br/economia/saques-de-contas-do-pispasep-batem-recorde-no-primeiro-dia,2c98f3abbbe880c61f34c9709135a3b2x64fyp5j.html

CVM decide não investir no bitcoin

Com as inovações da tecnologia também surgem as perguntas de como ela será benéfica, principalmente no que se refere às moedas virtuais. Por ser um assunto novo no mundo digital existem vários rumores sobre uma possível bolha catastrófica de uma conhecida criptomoeda, o bitcoin. Entusiastas afirmam que desde a criação da moeda já houveram muitas declarações de que ela estava morta, no entanto, o que aconteceu foi exatamente o contrário.

Talvez por ainda não estar exatamente familiarizada com a tecnologia do bitcoin, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não quer que seus fundos invistam em criptomoedas, nesse caso, o bitcoin é uma delas. O comunicado foi feito através de um ofício direcionado a diretores que estão na administração e gestão dos fundos.

Após algumas consultas realizadas pela comissão dos participantes do mercado, chegou-se à definição que os administradores e gestores de fundos de investimento devem evitar as moedas virtuais, pois não são consideradas como ativos financeiros. A decisão tem como base o artigo 2°, V, da Instrução CVM 555, o que impede a compra de moedas virtuais através dos investimentos que estão regulados.

No Brasil e em vários países no mundo, os debates e as análises sobre a moeda ainda não chegaram a uma conclusão definitiva. No âmbito jurídico nenhuma definição foi realizada, tanto no mercado quanto na regulação doméstica.

No documento elaborado pela comissão estão os diversos riscos que estão relacionados a essa moeda, como de segurança cibernética, de custódia e as futuras regulamentações que estão relacionadas ao uso dessas moedas.

É considerável o receio de que o mercado tenha para investir em bitcoins. Como todo investimento, existem os riscos e também as possibilidades. Por não estar regulamentado na lei e por não ter nenhum respaldo legal, o investimento se torna mais difícil por não garantir direitos. No entanto, é um risco que teve uma valorização de mais de 7.000% desde a criação da moeda e que compensou para quem até o momento investiu.

O mais recomendável é investir um dinheiro que não pode fazer falta e nem prejudicar o estilo de vida de que quem quer entrar nesse mundo das criptomoedas.