Índice do medo do desemprego registrou queda em dezembro de 2017

A CNI – Confederação Nacional da Indústria, revelou que o ano de 2017 fechou com o medo do desemprego em um nível menor no mês de dezembro. A pesquisa trimestral da CNI confirmou que o país recuou em dezembro em relação ao medo dos brasileiros de perder o emprego. O recuo para o período foi de 2,0 pontos percentuais, em uma comparação com o mês de setembro de 2017. O ano encerrou com o índice em 65,7 pontos.

Mesmo com uma melhora no índice para o ano de 2017, a CNI divulgou que o registro de dezembro de 2017 foi maior que o registrado em 2016. O último trimestre de 2017 demonstrou uma melhora em relação aos trimestres anteriores daquele ano, contudo, em relação ao ano de 2016, o último trimestre fechou em 16,9 pontos acima do índice da média histórica registrada pelo indicador.

A CNI avaliou esse retrospecto dizendo: “O resultado indica a persistência da insegurança em relação à recuperação do mercado de trabalho, apesar dos sinais de recuperação da economia”.

Além do medo de desemprego, a CNI divulgou o Índice de Satisfação com a Vida, que é medido a partir de respostas feitas pelos consumidores brasileiros. Esse índice registrou uma queda durante o mesmo período de 0,4 ponto. O que significa que o índice fechou em 65,6 pontos com o término do último trimestre de 2017. Já em relação ao mês de dezembro de 2016, o índice de 2017 para a Satisfação com a Vida teve uma piora de até 1,2 ponto.

A entidade completou dizendo que: “O índice permanece entre os valores mais baixos registrados na série histórica, iniciada em 1996”. Segundo a entidade, os valores ainda não superaram a média histórica do índice, o que significa que as famílias brasileiras estavam mais insatisfeitas em 2017 do que em outros anos em que o índice alcançou a média.

Para que o índice fosse medido, a entidade contou com a participação de 2 mil pessoas espalhadas por um total de 127 municípios brasileiros. A pesquisa foi realizada entre um período que foi de 7 a 10 de dezembro de 2017.

 

Empresários brasileiros apontam corrupção como maior problema para os negócios

Existem vários fatores que levam aos problemas de geração de negócios enfrentados por micro, pequenos, médios e grandes empresários no Brasil. São problemas como: falta de mão de obra qualificada, taxas de tributação abusivas e uma burocracia desnecessária em muitos casos. Mas, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae, o maior de todos os problemas enfrentados pelos empresários no Brasil é a corrupção praticada no país. De acordo com 31% dos empresários brasileiros, a corrupção em 2017 foi um grande obstáculo para os negócios realizados, sendo 25% dos obstáculos o desemprego, e as taxas de juros muito altas no país que representaram 17% da opinião dos empresários. Na comparação realizada por micro e pequenos empresários, a corrupção teve mais peso para os negócios em 2017 do que em 2016. Isso acontece devido ao fato do empresário deixar de acreditar no país e temer novos investimentos.

“É a primeira vez que a pesquisa registra a corrupção como o item mais citado. Isso mostra que falta ao empresário brasileiro confiança na política pública e isso está impactando na gestão do seu negócio. Menos confiante no ambiente político, o empreendedor aponta a corrupção como causa principal para não atingir o desempenho desejado em sua empresa”, explica Guilherme Afif Domingos, atual presidente do Sebrae.

Os empresários que fazem parte diretamente da indústria foram os que perceberam mais os impactos negativos da corrupção, sendo eles 34% dos empresários levantados pelo Sebrae. Em relação as regiões do país, a região Norte apontou o problema da corrupção como o maior empecilho para o desenvolvimento de pequenos negócios, atingindo a casa dos 36% dos empresários. O sentimento de piora em relação a corrupção entre as esferas governamentais, tem sido pior em 2017 na comparação com 2016, sendo mais evidente para os empreendedores do Comércio da região Nordeste, buscando a opinião de 54% destes empreendedores.

Mesmo com essa avaliação negativa, o percentual de empresários que acreditam que neste ano os negócios serão bons para as suas empresas é de 65% dos empresários, de acordo com o levantamento feito pelo Sebrae. Quando os mesmos empresários foram abordados sobre a questão da estabilidade econômica do país, 26% deles disseram que essa estabilidade só poderá ser alcançada em 2021.

 

Noruega vendeu mais carros elétricos e híbridos do que tradicionais em 2017

A Noruega é sempre sinônimo de desenvolvimento no mundo e, em muitas questões, está sempre a frente de muitos países. Assim como na mudança dos carros movidos a combustíveis fósseis para os híbridos ou elétricos, que são considerados os carros mais sustentáveis. Segundo a agência de notícias Reuters, a Noruega já se tornou o primeiro país a superar as vendas de veículos tradicionais através dos veículos “verdes”. Somente em 2017, 52% dos veículos vendidos na Noruega foram elétricos ou híbridos.

No ano anterior, em 2016, a parcela de híbridos e elétricos vendidos no país era de 40% em relação ao total. Sendo assim, 2017 foi o primeiro registro em que as vendas dos veículos “verdes” superaram as dos modelos tradicionais movidos a combustão.

Contudo, essa mudança rápida para o mercado de veículos mais sustentáveis só foi possível porque a Noruega possui um número de vendas relativamente baixo se comparado com outros países. Ao todo, a Noruega emplacou 158.659 veículos de passeio no ano passado. Além disso, o governo norueguês realizou diversos incentivos para que a mudança para os elétricos ocorresse mais rapidamente.

Segundo a OFV – Oyvind Solberg Thorsen (Federação Norueguesa de Estradas), “ninguém mais está próximo” que a Noruega de realizar a mudança efetiva para os veículos elétricos.

Dentre os incentivos criados pelo governo norueguês está a isenção de diversos impostos e pedágios rodoviários para os novos veículos elétricos. Além disso, o governo do país nórdico permite que a população possa recarregar as baterias e estacionar de forma gratuita no país.

A Noruega ainda se destaca por ter como principal fonte de energia elétrica as hidrelétricas que são responsáveis por grande parte da energia gerada no país. Dessa forma, a poluição do ar é menor, o que auxiliará em pouco tempo a conter o avanço das mudanças climáticas no mundo inteiro.

O número de veículos 100% elétricos vendidos na Noruega subiu de 16%, registrado em 2016, para um total de 21% em 2017. Em contrapartida, os veículos movidos a diesel registraram uma queda que foi de 31% em 2016 para 23% no ano passado. Somente a redução das vendas de veículos movidos a diesel auxilia na diminuição de poluentes, pois o diesel é o combustível fóssil mais poluidor.

 

Novo centro de pesquisa da nova Embrapa Territorial é inaugurado em Campinas

Durante o evento de inauguração realizado para a nova Embrapa Territorial no dia 11 de dezembro em Campinas (SP), Blairo Maggi, atual ministro do MapaMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, alterou a data para a entrega do estudo da macrologística do Brasil, “demonstrando, por exemplo, onde as estradas deveriam passar em função do volume de produção nas diferentes regiões”.

Segundo o ministro, este estudo foi solicitado por ele desde que passou a fazer parte do ministério, sendo o pedido feito diretamente a Maurício Lopes, presidente da Embrapa, que após um longo período está sendo finalizado. O ministro afirmou que o governo deverá se posicionar com inteligência e com conhecimento para que esse salto no futuro seja dado com sucesso. Segundo o ministro, a nova unidade da Embrapa Territorial confirma essa posição.

Toda a produção dos especialistas terão impacto direto para orientar novos investidores nos setores de agropecuária e na estruturação logística. A nova unidade é um resultado da parceria entre o Grupo de Inteligência Territorial Estratégica, da Embrapa Gestão Territorial junto a Embrapa Monitoramento por Satélite. O foco é poder trabalhar com a ocupação e o uso das terras voltadas para a agropecuária no Brasil, ampliando a sustentabilidade e a competitividade.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, disse que a inauguração da nova unidade tem como objetivo fortalecer e atualizar de uma forma mais ampla os processos da empresa. Essa nova reformulação é necessária para que a empresa possa atender a economia do país de acordo com as condições atuais. Segundo o Lopes, essa mudança na empresa também tem como objetivo fortalecer os valores que a empresa pretende proporcionar para a sociedade como um todo.

As atividades desenvolvidas de gestão, inteligência e monitoramento visam participar diretamente de políticas públicas, principalmente do Mapa, também contando com o ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento Social, na busca de prestação de serviços ao setor privado. Um dos principais objetivos desse novo centro de pesquisa é proporcionar um uso racional e controlado dos recursos públicos.

 

Normativa visa mitigar os riscos de pragas do trigo importado da Rússia

 

Uma normativa publicada no dia 13 de dezembro de 2017 pelo MapaMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, irá revisar o regulamento para importações de trigo junto a Rússia feito em 2009. A normativa 47 visa um monitoramento de risco mais amplo, segundo Luis Rangel, secretário de Defesa Agropecuária do ministério. “A atual discussão é sobre a possibilidade do produto entrar com possíveis pragas quarentenárias, especialmente as ervas daninhas, a não ser que essa possibilidade seja informada pelos órgãos competentes russos. Além disso, medidas devem ser adotadas se houver a entrada dessas pragas para mitigar os riscos de contaminação no Brasil”, diz o secretário.

As medidas de mitigação são o processamento que será adotado de forma definitiva, tendo como foco a exclusão de pragas presentes neste produto. “É viável e elimina completamente a praga”, afirma o secretário. A fumigação é a forma prevista de tratamento, porém, essa forma de praga só pode ser combatida com o uso de brometo de metila, um gás que não é utilizado mais no mundo. O processamento deste trigo vindo da Rússia é equivalente à fumigação. Em 2009, foi determinado esse grau de atenção, mas que necessitava de alguns ajustes.

“A orientação feita pela CIPP, Convenção Internacional de Proteção dos Vegetais, pede para que os países adotem medidas que sejam proporcionais para a movimentação do comércio. Análises de viabilidade e de risco foram feitas para testar essa estratégia de adotada no processamento das cargas que devem atender às normas publicadas pela CIPP”, explica o secretário.

Os moinhos e todos o portos oficialmente autorizados estão localizados nas regiões Norte e Nordeste do país, que estão logisticamente próximos destes portos. O objetivo é cuidar das áreas voltadas para a produção deste cereal, que fica localizada ao Sul do Brasil, evitando que cargas possam ser desviadas. A lista final que irá determinar quais serão os portos e moinhos que irão fazer o processamento do trigo Russo será divulgado no DOU – Diário Oficial da União.

De acordo com Rangel, essa forma de praga só demonstraria perigo se o trigo contaminado fosse utilizado para o plantio. Mas esse produto tem como o objetivo o consumo, sendo assim há uma segurança para que o trigo seja importado.

 

Roberto Irineu Marinho deixa a presidência do Grupo Globo, assume o seu vice

E eis que o impensado aconteceu, no alto comando do Grupo Globo: pela primeira vez na história, sua presidência será ocupada por uma pessoa que não pertence à família Marinho, no caso, o até então vice-presidente do mesmo, Jorge Nóbrega. E essa decisão foi anunciada por ninguém menos que o empresário Roberto Irineu Marinho, no dia 14 de dezembro de 2017, uma quinta-feira.

Informou ainda Roberto Irineu, por meio de uma nota, aquela que é a justificativa para a sua saída da presidência do grupo iniciado por seu pai: a idade. O empresário reforçou o fato de já ter completado os 70 anos de idade. Todavia, ele fez questão de frisar que isso em nada significaria um afastamento da Globo como um todo, por parte da família Marinho, salientando ainda que não haveria afastamento de nem sequer “um milímetro”. Ademais, Roberto Irineu, quando já não mais presidente, mesmo assim permanecerá participando ativamente do conglomerado, posto que estará à frente do conselho de administração. Conglomerado esse, vale lembrar, que não é apenas dono da TV Globo, sua mais notória posse, mas também da rádio CBN, além de diversos jornais e revistas.

Por fim, ainda como presidente do grupo e assim falando em nome desse, Irineu Marinho declarou o interesse de quererem prosseguir com um modelo de empresa “familiar mas com gestão profissional”, além do seu comprometimento com o país. A ética, o jornalismo e o “entretenimento de qualidade” também foram citados nesse discurso.

Quanto àquele escolhido para ser o novo presidente do grupo, faz-se importante destacar, de forma sucinta, o seu histórico, começando por informar a sua idade: 63 anos, sendo 20 desses dedicados à Globo. Nóbrega, como era de se esperar, vem há muito sendo homem de confiança dos irmãos Marinho, tido até, para alguns, como “braço direito de Roberto Irineu”. Mas antes cursou faculdade, é claro. E após formar-se em administração pela Fundação Getúlio Vargas, veio então um segundo título acadêmico, dessa vez de mestre em engenharia pela PUC-Rio. Até que, em 1997, Nóbrega foi contratado pelos Marinho, com o fim de que ele pudesse auxiliá-los na “relação família-empresa”, segundo o próprio Roberto Irineu. Valendo a pena destacar ainda, sobre essa época da contratação, que no seu currículo já constava, por exemplo, uma experiência como consultor internacional do Banco Mundial e também do Banco Interamericano de Desenvolvimento.