Viagens sem vistos poderão ser realizadas entre Brasil e EAU

burocráticas a partir de um novo acordo aprovado pelo Senado Federal. O acordo foi aprovado no dia 30 de novembro de 2017 e irá determinar de forma mais rápida e menos burocrática as viagens entre os dois países com a isenção de vistos. O texto ainda terá que ser aprovado pelo presidente da república.

De acordo com as novas determinações previstas no texto, o fluxo de entrada e saída de cidadãos dos dois países poderão ocorrer sem a apresentação de documentos tanto para viagens de negócios quanto para o turismo, sendo que serão permitidos somente 90 dias por ano de estadias nos países a cada cidadão. Os passaportes especiais, diplomáticos e comuns, serão beneficiados com estas medidas caso elas sejam oficializadas.

As novas medidas que irão aproximar o EAU do Brasil, começaram a ser firmadas no mês de março deste ano pelo Xeique Abdullah Bin Sultan Al Nahyan, ministro de Negócios Estrangeiros dos EAU, após uma visita realizada ao Itamaraty. O ministro também afirmou a implantação de um escritório da Câmara de Comércio de Dubai, localizado em São Paulo/SP, sendo o oitavo escritório deste tipo existente no mundo.

“Em abril, quando houve uma reunião no Ministério do Turismo com a embaixadora dos Emirados Árabes Unidos, Hafsa Al Ulama, ela elogiou atrativos do Brasil e se dispôs a promover nossos destinos. Ou seja, a ratificação do acordo permite não só que os países estreitem relações comerciais, como também favorece a atração de árabes aos destinos nacionais. Reduzir a burocracia de vistos é uma forma de incentivar a vinda de turistas”, explica Marx Beltrão, ministro do Turismo. Essas são medidas que aproximam os países árabes e fortalecem as medidas previstas pelo programa Brasil+Turismo.

Outras medidas que irão facilitar a entrada de turistas estrangeiros no Brasil, são os vistos eletrônicos para os cidadãos australianos já disponível. Esse serviço permite que o visitante possa adquirir um visto em um prazo máximo de 72 horas após ter solicitado. As expectativas do Ministério do Turismo é de ampliar este serviço para mais países, sendo os Estados Unidos, Japão e o Canadá os próximos países beneficiados por estes serviço.

 

Altas em bolsas de valores são registradas após anúncio de reformas

No dia 4 de dezembro de 2017 o Índice Bovespa, responsável por um grande volume de negócios realizados no Brasil, fechou em alta de 0,82% atingindo a casa dos 72.855 pontos, impulsionados por uma valorização de 2,40% em ações ordinárias (ON) da empresa Vale. Essa grande valorização no preço das ações da Vale no início de dezembro tiveram grande influencia dos contratos futuros do minério de ferro negociados com a China e principalmente as recentes notícias da reforma tributária nos Estados Unidos.

O preço das ações preferenciais (PN) da Petrobras tiveram recuo no pregão do dia 4 de dezembro fechando o dia em 0,32%, mas teve um volume alto de negociações registrado neste pregão.

A tão discutida reforma da previdência que ainda está sendo estudada pelos líderes do governo, surtiu grande impacto para a valorização das ações da Vale e de outras empresas. No dia 3 de dezembro, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, após uma reunião com o atual presidente da república, Michel Temer, demonstrou otimismo em relação a reforma da previdência, também compartilhada pelos investidores.

Outro grande influenciador no otimismo do investidores foi a notícia de uma reforma tributária anunciada pelo Senado dos Estados Unidos. As expectativas para está reforma são de impactos históricos, sendo a maior já realizada desde 1980. O objetivo dos Estados Unidos é impulsionar ainda mais sua economia, que apresenta crescimento constante nos últimos meses.

Segundo dados divulgados pela Economatica no dia 4 de dezembro deste ano, o menor índice registrado no mês de novembro de 2017 referente a volatilidade do Ibovespa foi de 19,92. Esse é um dos menores resultados observados desde o mês de outubro de 2014. Mesmo sendo um número com média histórica baixa, ainda assim foi considerado o segundo melhor índice em comparação com nove índices praticados na América Latina e nos Estados Unidos. O melhor índice registrado no mês de novembro deste ano dentre os nove índices comparados, foi o ìndice Merval, da Argentina, que teve o fechamento no mês de novembro deste ano em 20,55.

 

FS Bioenergia pretende dobrar sua produção de etanol do milho, já em 2018

Apesar do recente reajuste no preço da gasolina e do diesel, notícia obviamente negativa, temos uma melhor, dessa vez, em relação à FS Bioenergia, que é uma joint venture inaugurada no mês de agosto deste ano, para quem não sabe, tendo sido formada entre a brasileira Fiagril e o americano Summit Agricultural Group, a partir de um investimento que chegou aos 450 milhões de reais. Trata-se, portanto, da pretensão anunciada dessa joint venture de dobrar a sua capacidade de produção de etanol de milho, já durante o ano que vem, 2018.

Uma particularidade importante de ser citada é o fato da unidade situada em Lucas do Rio Verde, no Estado do Mato Grosso, ser então a primeira do Brasil a produzir o combustível exclusivamente de milho. Outro fato relevante a se destacar, ainda sobre essa unidade , é que ela atingirá já em 2018, provavelmente, uma capacidade próxima dos 500 milhões de litros por ano, desde que haja, é claro, o esperado aporte num montante de R$ 300 milhões.

Ao que tudo indica, será mesmo a FS Bioenergia muito bem sucedida em seus intentos, até porque sua criação já foi toda baseada em um modelo fabril que levou os Estados Unidos, dentro do ranking global de países produtores de etanol, a superarem o nosso país, em colocação. Assim é que, buscando sempre a superação e tendo o seu crescimento pautado pelo exemplo americano, a FS Bioenergia, já processando, atualmente, 600 mil toneladas de milho por ano, deverá superar-se ainda mais, no próximo ano, atingindo então a marca de 1,2 milhão de tonelada.

Fora toda essa questão de combustíveis, há também um bom adicional resultante desse processo citado: Por consequência dessa industrialização do cereal em questão, serão produzidos um quantidade de farelo que chegará às quase 200 mil toneladas. Farelo esse que, vale lembrar, serve muito bem à alimentação dos animais. E ainda tem mais: além do farelo, também contarão com algo em torno de 7 mil toneladas de óleo de milho, que servirá, por sua vez, “para a produção de biodiesel em uma fábrica vizinha”, como afirmou Henrique Ubrig, o presidente da FS Bioenergia.

 

Inflação foi maior para famílias de baixa renda na última década

Uma pesquisa realizada pelo Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, revelou que a faixa mais pobre da população sentiu mais os efeitos da inflação do que a faixa mais rica nos últimos 11 anos. Os dois itens que mais contribuíram para o aumento da inflação na faixa classificada pela pesquisa como Renda Muito Baixa, foram o aluguel e os alimentos.

A inflação entre os mais pobres (com renda familiar no máximo em R$ 900), teve um acumulo de alta na casa dos 102% de julho de 2006 a outubro de 2017. Na contramão disso, a faixa considerada mais rica pela pesquisa (com renda acima de R$ 9 mil), sofreu menos com o acumulo de alta, atingindo a casa dos 86,3%, levando em conta que a inflação registrada pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, esteve em 89,3% no acumulado do período. No fechamento do mês de outubro deste ano, a inflação da faixa de Renda Muito Baixa fechou em 0,47% e a faixa mais rica fechou em 0,40%.

O foco desta pesquisa realizada pelo Ipea é definir e detalhar o aumento de preço para as famílias de renda baixa no país. Segundo Maria Andréia Lameiras, técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, o objetivo deste estudo é divulgar e alertar sobre os impactos da inflação referente a alta de preços em todas as camadas da população.

“Quando você olha as cestas de consumo, você consegue ver que quanto maior é a renda da população, maior é a diversidade de bens e serviços que ela consome. Quanto mais pobre, mais concentrado acabam sendo os itens de consumo”, afirmou a Andréia.

As divisões de faixas de renda segundo o Ipea são: renda Muito Baixa (até R$ 900); renda Baixa (R$ 900 a R$ 1.350); renda Média-Baixa (entre R$ 1.350 e R$ 2.250); renda Média (entre R$ 2.250 e R$ 4.500); renda Média-alta (entre R$ 4.500 e R$ 9.000), renda Alta (renda maior que R$ 9.000).

Segundo José Ronaldo de Souza Júnior, diretor de estudo e políticas macroeconômicas do Ipea, mesmo com a renda ao longo prazo nas faixas mais pobres ter sofrido com a alta inflação, o que se observa hoje é que esse cenário começa a mudar, com uma queda no preço dos alimentos nos últimos meses.

“Estamos projetando aceleração porque este ano teve uma contribuição muito expressiva da inflação de alimentos, que ficou com uma deflação por um longo período, uma deflação muito forte que não deve se repetir em 2018”, explica o diretor.